Os planos do destino.

O destino atravessa o caminho de Sariashuu.
18º dia de Kythorn o tempo das flores (junho).

A comitiva desperta ao raiar do sol. Os componentes da comitiva, Gereth, Kandor e Stalinder acordam e compartilham suas expectativas para a audiência com Sariashuu. Rapidamente os três se aprontam, e após, conforme combinado, aguardam a chegada de Favric e sua companhia para que possam se dirigir até a torre da Família Helder, ao qual Kandor faz parte.

O peso do encontro com o dragão aparentemente é mais longo do que eles imaginavam, talvez pelo ambiente pesaroso formado agora não somente pelos membros da comitiva, mas também pelos componentes do Culto do Dragão que acompanhavam a comitiva.
O silêncio era fúnebre e inquietante.

Avistando a grande torre, eles se encaminham até a sua frente e sobem uma pequena planície até a entrada da fortificação que cerca a torre, agora totalmente visível. Já a frente dos portões entreabertos, o silencio se mantém. Pensamentos inebriantes corrompem os componentes da comitiva como o motivo pelo qual um possível covil de dragão está tão em silêncio? Não há nada que pareça ser um covil além das informações tanto de Reidoth quanto de Favric. Será uma armadilha? Será uma armadilha do dragão? Ao fim, o ultimo pensamento é: não há mais como voltar.

Adentrando o portão, eles entram na ante sala que dá acesso ao grande saguão da torre, que servia como recepção para aqueles que queriam ter acesso à torre. O portão do saguão principal estava fechado, e guardava o brasão da Família de Kandor, um grande martelo atingindo uma tão imensa bigorna.

Ao abrir o portão, os viajantes se dão conta da grandiosidade do salão, com um grande altar de pedra ao fundo, bandeiras velhas rasgadas com o mesmo brasão, algumas portas de acesso ao saguão e um mezanino parcialmente destruído. Ao alto, o saguão estendia até o fim da torre, o que concedia à construção um toque peculiar. O silêncio inquietante persiste, mas o ar agora e tomado por um ranço muito forte, quase venenoso.

Eis que então, o silencio é rompido por um grande estrondo vindo do alto da torre, quando da sua lateral grande fera entra na torre e se prendendo as laterais com suas garras, desce em sentido ao centro do grande saguão trazendo consigo escombros, pedras, madeiras e pó. Ao tempo que os visitantes tentam se esconder, o grande dragão aterrissa e dificulta a comitiva a se manter em pé pelo tremer da terra. Contemplar a criatura agora é quase tão magnífico quanto aterrador!

Sariashuu abre suas asas que quase toma a extensão do saguão, como se espreguiçasse, e estica seu grande pescoço rugindo para o alto, quase que como para aterrorizar os visitantes não convidados. Pacientemente Sariashuu abaixa a sua fronte e se aproxima de cada um dos viajantes e inicia um discurso de boas vindas. Sua voz é como se fosse um misto de fumaça preza nos pulmões de um velho moribundo, somada ao ranger de vidros recém-quebrados: “Sejam muito bem vindos criaturas insignificantes. A boa educação manda que não se deve entrar nos aposentos de um dragão sem a sua permissão, mas sou benevolente, e deixarei vocês se justificarem antes que eu decida sobre a morte de vocês, ou da sua escravidão! Meu nome é Sariashuu, e vocês, quem são?”

Favric se põe à frente da besta, e inicia um discurso de apresentação polido e subordinado: “Grande Sariashuu, a garra venenosa. Me ajoelho diante da sua grandeza, em nome das alianças centenárias do Culto do Dragão e os antigos dragões anciões, trago-lhe estas vidas para o sacrifício em seu nome, firmando a nossa aliança para o futuro que guarda a glória dos nossos objetivos!”. O grupo do Culto do Dragão que acompanha Favric após terminar a reverência, saca suas armas e deixa a mostra que os indicados para o sacrifício são Stalinder, Kandor e Gereth.

Os três se insurgiram imediatamente com palavras de ordem, e aos berros, após se apresentarem ao dragão, juraram não somente Favric mas todo o seu grupo. Sariashu interrompe a contenda mantida entre eles, e abruptamente se pronuncia: “Que coisa magnífica! A traição foi descoberta! Mas mesmo assim insetos, não aceito isso em meus aposentos sem que eu seja o seu percursor, portanto, vocês merecem a morte!”.
Com um movimento rápido, Sariashuu sopra um baforada venenosa que corrói o corpo dos componentes do Culto do Dragão, sendo que somente Favric, mesmo quase sem respirar, arrancando a pele do seu pescoço com as unhas e tanta dor, é abocanhado pelo Dragão. Após, enquanto direciona sua atenção aos três componentes da comitiva, ele se pronuncia: “Pois bem. Descobri que merecia morrer imediatamente, mas vocês ainda não disseram quais são seus interesses comigo. O que fazem aqui?”.

Kandor, em todo o seu ímpeto, informa à Sariashuu que é o herdeiro legítimo do local, sendo imediatamente contestado por Sariashuu à respeito da sua tentativa de retomada do que agora é dele! Após uma breve discussão, Kandor informa que os interesses no local são outros. Gereth e Stalin o interrompem e o informam que eles pretendem buscar informações à respeito do Conselho Secreto dos Vales. Sariashuu vê então uma grande utilidade nos membros da comitiva, quando então propõe uma aliança: que eles procurem este segredo, tesouro o qualquer preciosidade no interior da torre, e que eles levem-na diretamente à ele na sua saída, e ele poupará a vida dos três.

Sendo aceito por eles, após a saída de Sariashuu, o ajuste dos três era de que quando encontrado o segredo do Conselho Secreto dos Vales, este não seria compartilhado com Sariashuu, e que eles lutariam com ele até a morte pelo segredo. Uma atitude arriscada, mas que após tudo o que eles já passaram, não iriam se desfazer facilmente disso.
Observando que a busca no castelo, bem como ao adiantado da hora, os viajantes além de compartilharem a refeição no interior da torre, compartilham a sua história um com o outro. Após, com a busca em andamento, eles localizam a tumba que seria do pai de Kandor. Recomendado por Gereth, por experiência própria, ele fala para Kandor abrir a tumba de seu pai porque ele poderia não estar ali. Nada mais correto. Kandor encontra além de um pequeno tesouro em pedras de ouro, encontra um machado da sua família, uma pequena obra de arte com o brasão da sua família. Emocionado, antes de sair da sala ele faz uma oração e agradece ao seu pai por tudo o que encontrou, mesmo sem saber se este estaria morto ou não, dado o fato de que não encontrou seu corpo.

Continuando a busca, o grupo localiza o que poderia ser o tesouro guardado de Sariashuu, e decidiram não mexer nele, sabendo dessas implicações no futuro. Atrás do altar, localizaram uma abertura na parede, e somente após tocar a flauta de Gereth, ela se abriu, dando passagem a uma entrada subterrânea, o qual os viajantes adentraram.
Ao chegarem a um grande portão, onde o brasão da família Helder se fazia novamente presente, ao encostarem na porta ela se transmuta na parte superior formando um rosto. Era o rosto do pai de Kandor, Bran Helder. Rapidamente, ele se pronuncia: “Se vocês não são meu familiares, não estão com a minha agenda com as anotações sobre essa masmorra, vocês não são bem vindos. Não me responsabilizarei pela vida de vocês, porque tem a morte como destino certo.” Stalinder estranhamente exita, mas logo é convencido pelos companheiros à entrar.

Logo na primeira sala, uma sala que poderia ser considerada sala de recepção, dois esqueletos com armaduras de batalha encontram-se guardando a porta ao fundo. Quando notam os viajantes, as duas caveiras indagam os presentes: Qual o seu nome completo? Stalinder, imaginando que pudesse ser uma charada, se põe à pensar, mas seu raciocínio é interrompido por Kandor, que pronuncia seu nome completo. As duas caveiras erguem suas armas, e enquanto avançam para cima dos e respondem: “Resposta errada!”. Apesar de serem duas, o combate é feroz, e Stalinder é extremamente prejudicado por não conseguir usar sua magia com antecedência ao ataque de um dos esqueletos.

Após a passagem por essa sala, quando os viajantes são enganados por uma porta falsa que guardava uma armadilha, os viajantes são surpreendidos uma outra sala com o teto mais alto do que a anterior, que comportava duas estátuas ao fundo, que representavam a mãe e o pai de Kandor. A sala era repleta de armadilhas, e enquanto os viajantes tentavam se livrar de umas, acabaram por ser pegos em outras, o que lhes ocasionou um sem numero de escoriações, cortes e contusões.

Escolheram passar pelo menos um tempo para se recuperarem naquela sala, mas não sem imagina que se essa é somente a entrada da masmorra, o que os aguardaria no interior dela até o acesso ao segredo do Conselho Secreto dos Vales?

IMG-20170521-WA0021.jpg
View
O destino guarda alianças.
17º dia de Kythorn o tempo das flores (junho).

Após tudo o que os viajantes passaram, a viagem até o vale de Tesh não é comemorada como outro poderiam fazer. Não há clima para conversa entre eles. O som que se ouve por cada um dos componentes da comitiva é dos questionamentos que cada um deles tem à respeito do seu destino. Linhagem familiar perdida, e agora envolvida com planos que fogem a capacidade do seu próprio controle. Segredos paternais nunca antes levantados agora trazidos à tona, que guardam um propósito incerto. Busca pelo conhecimento que pode provocar o fracasso da própria vida, mas por outro lado, poderá ensejar um poder jamais visto por toda Faêrun.

Ao chegarem no Vale de Tesh, os viajantes percebem que a cidade não passa de um amontoado de ruínas, até menos povoada do que eles imaginavam. O abandono era latente quando se observava a quantidade de construções sem teto, ou parcialmente destruída, além da maioria delas, quando ainda de pé, estarem preenchidas com musgo pelo tempo.

A estrada de acesso às ruinas, levou os viajantes a uma construção que facilmente chamaria a atenção de qualquer transeunte, visto que tinha suas janelas fechadas, e sua porta recém-construída também. A diferença era notória. Parados na porta, preparados para qualquer contratempo, o que toma a frente é Gereth, batendo na porta reforçada e em alto em bom som perguntando se havia alguém no local. Kandor aguardava exatamente na frente da porta com os braços cruzados. Já Stalinder se propôs a tentar dar a volta pela construção, na tentativa de encontrar opções, mas sem sucesso.

Na tentativa de olhar pelas frestas das janelas e da porta, ainda que estivesse claro devido a luz do sol, não era possível enxergar nada lá dentro. Stalinder rapidamente constatou que aquela era magia.

De dentro do imóvel foi possível ouvir por todos do lado de fora, um rugido felino que podia ser distinguido como de ameaça, ou aviso. Insistindo em manter contato, Gereth reitera a indagação anterior, mas nessa oportunidade com mais firmeza, mencionando o nome de Reidoth. Os rugidos param e ouve-se a voz do que aparentemente era um senhor bem idoso: “Quem são vocês, e quais são seus interesses com Reidoth?”. Kandor insurge, informa que foi enviado pelo seu superior (____), e que precisa falar com Reidoth.

Antes de abrir a porta, os viajantes notam que por baixo dela sai uma pequena fumaça preta, como se aquele impedimento magico para ver o que havia dentro da casa estivesse sendo desfeito. Ao abrir a porta, Kandor observa um grande tigre branco parado no fundo da construção. Ele se dirige para dentro do outro cômodo, como se estivesse abrindo passagem para a entrada deles.

Todos entram, a porta se fecha e o tigre que estava em cima de uma mesa no fundo do comodo agora, ao descer, torna-se um homem de idade, dono daquela voz ouvida anteriormente. Reidoth se apresenta, e após a apresentação de todos os presentes, os informa que é componente do Enclave Esmeralda, e que a sua preocupação vai além de controle de rotas comerciais, poder ou dinheiro. Ele e seu clã se preocupam com o equilíbrio da vida. Mais precisamente daquela região, ao qual é responsável.
Expondo rapidamente seus interesses, os viajantes tomam conhecimento através de Reidoth que de fato o Culto do Dragão tem mantido atividade na região das ruínas, e que a maior preocupação de Reidoth é Sariashu (que traduzido do draconiano é garra ou dente venenoso), um dragão verde que montou seu covil na antiga torre da família de Helder, pai de Kandor.

Engajados na tentativa de ajudar Reidoth, os viajantes percebem que para acessar os segredos do conselho secreto dos vales eles teriam lidar com o dragão para acesso à torre. Mas antes, decidiram tomar pé das atividades do Culto do Dragão na região, quando após lutas com aranhas e investigar algumas outras construções e tomarem conhecimento da história do local, encontram o que seria um posto avançado do Culto do Dragão, e espionando, assistem a chegada de um de seus líderes.
Frustrado o esconderijo dos viajantes, Favric, o líder do culto do dragão informa que não tem intenção de combatê-los, e que seus interesses ali se resumem à Sariashu, os convidando para o dentro da construção onde foi feito o seu posto avançado sem as suas armas.

Em conversa privada, Stalinder toma a frente da negociação percebendo que Favric é mais do que um cultista, ele é notoriamente um usuário de magia arcana que aparentemente esconde a capacidade de seu poder. Stalinder com a ajuda de Gereth explica que os interesses deles estão dentro da torre onde Sariashu fez o seu covil. Favric por outro lado compartilha que seus interesses são o contato com o dragão, e que por ser um dragão verde, teria dificuldade de chamar a atenção do mesmo de forma suficiente para se fazer ouvir. Proposto o acordo, que todos iriam juntos para buscar seus interesses dentro da torre em contato com o dragão, este foi rapidamente aceito.

Na continuação da conversa, Favric compartilha com os viajantes que ainda existem aqueles que não compactuam com os Zentharins, e que a aliança destes com o Culto do Dragão ainda é contestada. A aliança foi feita à mão de ferro pelo autointitulado líder dessa aliança, o poderoso Manshoon. Ainda em conversa após o acordo, foi proposto por Favric que o Culto do Dragão estava sempre interessado na contração e recrutamento de homens fortes o suficiente para o trabalho, informando que caso estes mudem de idéia, que eles poderiam trabalhar em benefício do culto.

Stalinder não se opôs, mas Gereth e Kandor negaram prontamente, demonstrando toda a sua insatisfação e sua consternação com a proposta.

Já a noite, os viajantes já reunidos próximos do posto do Culto do Dragão tratam à respeito dos interesses de Favric e da proposta feita por ele. Stalinder defende seus pontos de vista que, muito embora desprovidos do que pode ser considerado honra, objetivam o alcance de informações privilegiadas através do acesso à fonte. Já Gereth e Kandor reiteram a sua insatisfação e não compactuam com a posição de Stalinder, sem nem considerar seu ponto de vista. Sendo voto vencido, Stalinder não insiste e tenta projetar uma nova opção, que junto com Gereth, seria tentar acabar com o Culto naquela região, mas não sem antes tentarem tratar com Sariashu.

Adormecendo, os três viajantes embarcam em um sono que mais parece uma cena vivida por eles, dentro da Torre de Ashaba, com o velório de todas as pessoas falecidas no ataque sofrido pela torre. Estranhamente, a senhora do destino com todas as suas laminas girando ao redor da sua face indecifrável continua mostrando a cena para eles, quando estes não sabem se ela é do presente, do passado do futuro. Mas notam que homens aparentemente comuns, recebem saudações dos guerreiros da guarda, e se reúnem com Hao Pretórius, que da uma quantia em moedas de ouro para cada um deles. Ao final do parecia um ritual funerário, após a oração de uma serva de Mystra, eles acordam os três ao mesmo tempo e sob um susto incomum. Se entreolham sob o sol da região, que já pela manhã lhes esquentava a face.

Prontos ou não, a audiência com Sariashu estava para começar.

View
Revelações do destino.
11º dia de Kythorn, o tempo das flores (junho).

Estranhamente, após Gereth tocar a flauta da maneira em que ele acreditava ser o suficiente para atingir a melodia que o levaria para algum lugar de Faêrun, a imagem que surge após uma ventania vindo de dentro do umbral à frente dele é de um aposento comum, com uma cama, uma escrivaninha e uma biblioteca. Movido por um ímpeto desconhecido, Daran toma a frente de todos e parado na frente do Umbral, ele informa que conhece aquele lugar, e entra repentinamente no portal, seguido por todos os componentes do grupo.
Ao passarem pelo portal, este se fecha e eles se veem naquele aposento apresentado no portal. Daran, nesse momento, tem um surto, chora, se ajoelha, e aos gritos profere palavras praticamente ininteligíveis lotadas de profundo ódio: “Eu me lembro! Eu odeio todos vocês! Agora eu me lembro! Eu matei Shael! Eu pessoalmente o matei quando ele estava distraído!”. Muito assustados, os viajantes não conseguiram tomar nenhuma atitude, quando Stalin tentou conversar com Daran, que não quis falar nada e ordenou: “Humano, abra o portal agora! Eu vou embora! Abra imediatamente!”. Gereth tomado pela raiva de ter que ouvir que Dara assassinou Shael, dirigiu-se até Daran para ataca-lo, quando que por um golpe de sorte de Daran, ele abre uma das gavetas dos aposentos onde eles estavam, que ele conhecia bem, afinal, eram os aposentos de Elminster, e encontra uma varinha mágica. Entoando algumas palavras mágicas, Daran aos gritos profere o seguinte: “Elfo você sabe do que essa varinha é capaz, e pior, pode ser que ela seja muito mais mortífera do que imaginamos porque aqui é uma região de magia selvagem! Esses portais só funcionam em regiões de magia selvagem! Não abusem da sorte, ou eu mato a todos nós! Humano, é a última vez, abra o portal imediatamente! ”.
Gereth não o atende, quando então Daran profere as palavras e a varinha que era uma varinha de lançamento de bolas de fogo, uma magia extremamente poderosa e mortífera, em virtude do descontrole da região da magia selvagem simplesmente não funciona, e todos ficam estagnados aguardando algo acontecer. Daran corre pelas escadas em espiral e é seguido por Gereth, vindo logo após Stalin e Kandor, que mesmo sem entender muito bem o que está acontecendo os segue na tentativa de ajudar.
Já no andar de baixo, percebendo que ali não há mais região de magia selvagem, Daran se vira para os viajantes com a varinha à postos e dá o último aviso para que eles não o sigam. Gereth, enfurecido atira uma flecha contra Daran que o acerta na coxa. Mesmo ferido, Daran consegue fazer a varinha funcionar quando atinge em cheio Gereth, Stalin e Kandor com uma mortal bola de fogo. A explosão atinge toda a extensão do andar onde eles estão, e o único que cai desacordado é Kandor. Entretanto, isso não quer dizer que tanto Stalin quanto Gereth não estão gravemente lesionados pelo dano de fogo ocasionado pela magia da varinha. Daran consegue correr novamente, descendo para o andar térreo, quando então Gereth reúne suas forças e tenta segui-lo novamente. Já perto da porta, Daran olha pra trás para ver se precisaria gastar mais uma carga da varinha que já estava pronta, e vê Gereth preparado para lançar uma flecha, quando ele o assiste errar o tiro porque caiu da escada em posição desfavorável. Poderia ele matar Gereth naquele momento, pois já ferido da magia anterior, não resistiria naquele estado. Daran não o faz, e foge.
Gereth desiste de persegui-lo pois estava já sem forças. Retornando, ajuda Stalin a recuperar Kandor que estava quase atingindo óbito. Quando Kandor retorna, eles concordam em passar um tempo ali até se recuperarem dos danos sofridos da luta com Daran.
Vasculhando a torre de Elminster, que aparentemente já tinha sido vasculhada anteriormente, acreditando-se por Daran no caso, não restou muita coisa a não ser alguns pergaminhos arcanos encontrados por Stalin.
No dia 11º de Kythorn, os viajantes se organizam para saírem do vale das sombras, pois como prisioneiros e agora como fugitivos, não poderiam ficar ali para sempre. Mas para onde? Kandor conta da carta e dá a ideia de que seria importante ele retornar até seu líder e que ele poderia dar-lhes um destino, talvez uma estratégia. A volta dos Zentharins era certa, mas associados ao Clã do Dragão e mais, sabedores da existência de abertura para planos paralelos. Tudo isso era muito perigoso.
Eles se organizam e percebem que não tem subsídios suficientes para passar os cerca de 5 cinco dias de viagem à pé até o Vale da Adaga. Teriam que comprar, ou conseguir de alguma outra forma. No caminho para o destino deles, provavelmente encontrariam alguma cidade menor para tentarem comprar estes subsídios.
De fato, encontraram. Chegando em vilarejo, ao qual ainda não estava inscrita nos mapas oficiais dos Vales de tão nova, conseguiram comprar mantimentos para a viagem, mas logo notaram que estavam sendo observados. Seus rostos estavam no mural de avisos como procurados. Fugindo rapidamente, tomaram a estrada novamente.
Já em uma cidade menor, não tiveram tempo de se esconderem e foram notados. A briga foi rápida e eles conseguiram fugir novamente. Alguns dias de viagem depois, tentaram dormir longe da estrada e foram abordado por uma gangue de mercenários, composta por goblins e um Hobgoblin líder. Remexendo os seus pertences após um combate que num primeiro momento pareceu fácil, verificaram que seus rostos não estavam somente no quadro de avisos, mas que estavam oferendo uma recompensa por eles. Preocupados, eles seguiram viagem, mas dessa vez, Gereth tentou alterar seu cabelo e sua barba, se desfazendo dos dois.
Chegando no Vale da Adaga no 16º dia de Kythorn, Kandor vai diretamente falar com seu superior Follie Core, e Stalin e Gereth vão tentar conseguir aposentos para se esconderem enquanto isso.
Antes de acessar os aposentos de seu superior, Kandor percebeu que os olhos de todos o acompanhvam como se soubessem que ele havia morrido nos eventos do 8º dia de Kythorn no vale das Sombras. Alguns guardas chegaram a hostiliza-lo, mas Kandor conseguiu se defender sem iniciar uma briga desnecessária. Por outro lado, a discussão entre Follie e Kandor foi inevitavelmente hostil e árdua. Follie tomou conhecimento do ocorrido no Vale das Sombras e quando ele não retornou, teve certeza de que poderia estar envolvido, e aparentemente estava. Não havia conseguido descobrir nenhuma informação do Aranha, e nem da atividade do Vale de Tesh, mas sabia que ainda estava ocorrendo algo. Quando ficou sabendo da notícia de que Hao Pretórius era um traidor, e que ele havia assassinado a rainha, ele não acreditou e disse que havia recebido uma carta dizendo exatamente o contrário, que os prisioneiros o tinham feito. Foi aí que o passado de Kandor falou mais alto, e Follie acreditou nas palavras dele. Follie informou ainda que quase havia conseguido interceptar mais uma carta, mas não teve sucesso. O envolvimento dele estava se tornando perigoso demais. Mas ele não poderia se acomodar.
Follie instruiu Kandor para ir até o Vale de Tesh para averiguar o Clã do Dragão estava tramando. Disse para procurar um amigo dele que tomava conta da região, chamado Reidoth.
Já na estrada, os viajantes se encontram, e param cerca de dois quilômetros da entrada das ruinas da cidade central do Vale de Tesh, se perguntando o que encontraram à sua frente. Aparentemente, mais perguntas do que respostas.

View
Fuga da Torre Retorcida!
10º dia de Kythorn o tempo das flores (junho).

No 7º dia de Kythorn, no vale da adaga, Follie Core, líder do templo de Helm, Deus da vigilância, intercepta uma correspondência muito estranha, endereçada à realeza do Vale da Adaga. Sua assinatura aposta no selo é alheia aos seus conhecimentos, o que lhe força a abrir a correspondência temendo pela segurança do vale. Seu conteúdo lhe ocasiona severo temor. Rapidamente, Follie chama seu pupilo mais valoroso, que em tempos difíceis aparentemente é o único em que pode confiar.

Já em seus aposentos, Kandor sem entender muito bem se senta e da toda a atenção possível ao seu superior.
Follie – Kandor, preste bem atenção ao que eu vou lhe falar. Eu interceptei uma correspondência suspeita que traz consigo informações estranhas, que se confirmadas poderão comprometer não somente os vales, mas também toda Faêrun.
Lendo seu conteúdo, a correspondência menciona uma alteração na realidade inesperada, ou antes do tempo previsto no dia 6 de Kythorn no Vale as Sombras. Como se os subscritores da carta estivessem pretendendo fazê-lo mas não agora.
Follie – Kandor, eu preciso que você vá até o Vale das Sombras e tente investigar o que está acontecendo, porque poderem como esse, se utilizados de forma errada, ou caindo nas mãos erradas, poderão ser a danação de toda Faerun. Procure por Hao Pretórius. Ele é um dos sábios remanescentes do Vale das Sombras, ele poderá lhe instruir ou saberá o que fazer. Volte vivo e me traga mais informações.

Abordando ainda o conteúdo da correspondência interceptada, Follie avisa à Kandor que o seu subscritor menciona que as atividades do Clã do Dragão no Vale de Tesh já se iniciaram, mas que esta traz a assinatura de alguém dos Zentharins, e está endereçada à alguém que é intitulado como “O aranha”. Sabedor do que representa a volta dos Zenthrins, Kandor sente um calafrio na espinha e se assusta, mas não perde a coragem ao aceitar a missão de buscar informações importantes sobre esses rumores no Vale das Sombras e parte o mais brevemente possível. É informado por seu superior que irá acompanhar a comitiva que levará a condessa do Vale da Adaga para o Conselho dos Vales que ocorrerá em 3 dias.

Chegando ao Vale das Sombras após uma viagem de cerca de 2 dias, Kandor se separa do grupo para tentar buscar informações sobre o ocorrido e a única informação que consegue é que prisioneiros saídos do antigo castelo de Shanomon, que estava tomado por Capas Vermelhas.

Chegando o dia do Conselho dos Vales, 10º dia de Kythorn, Kandor toma seu acento nos bancos, e aguarda o início da cerimônia. A abertura é feita por Hao, e Kandor nota que precisaria se aproximar dele para buscar informações sobre a carta interceptada por seu líder, mas não havia momento oportuno por enquanto. Após algumas formalidades, o discurso do Rei do Vale das Sombras, Vanseck, atinge a estranheza maior quando ele mostra a forca feita ao lado do púlpito central e convida os prisioneiros para serem condenados e enforcados ali mesmo. Nada parecido com a prática do Vale das Sombras de que ele havia ouvido falar. Após os discursos de acusação do Rei, que mencionava mentiras à respeito dos Zentharins lhes despertou interesse, mas não o suficiente para interromper a cerimonia. Com o discurso de defesa dos prisioneiros, Kandor teve certeza de que eles sabiam mais do que aparentavam, e que Vanseck não estava lhes dando crédito porque talvez faltasse provas.

Nesse momento, com um estrondo assustador o portão central da Torre de Ashaba se abre atrás de Kandor é possível ver que o exército de armaduras do Vale das Sombras já está em menor número em comparação à quantidade de caveiras com armaduras, criaturas de fogo, pequenas aves vermelhas e criaturas aterrorizadoras de quase três metros de altura.
Com a multidão correndo, Kandor percebe que o lugar mais seguro seria dentro da torre então corre para o púlpito, mas encontra dificuldade porque todos os guardas estão se locomovendo em direção à guerra. De pronto é notável que o combate é violento, e como em um piscar de olhos, a lateral da torre, logo ao lado o portão central recebe um choque, vindo a ruir com o impacto. Por sorte, Kandor já estava longe da região do desmoronamento, quando então é possível ver garras esqueléticas abissais passando no local do desmoronamento, juntamente com o som de bater de asas e um som ensurdecedor como se o que parecia ser um dragão de ossos, que mesmo não tendo qualquer corda vocal, usava seu folego para afugentar as criaturas menores!

Rapidamente, Daran, Stalinder e Gereth tentam se desvencilhar das cordas e com dificuldade conseguem. Estes se dirigem até uma porta lateral, seguindo Hao que busca a proteção da Rainha e do pequeno príncipe. Kandor os acompanha primeiramente para que possa buscar maiores informações sobre o que foi tratado na cerimônia, quando então Hao desaparece no meio da multidão que corre desesperadamente. Stalin se recorda de onde eles vieram e tentam reproduzir os passos para alcançar o local onde estão seus pertences. Descendo alguns lances de escada, eles têm que travar uma batalha rápida com alguns guardas e já retornam a superfície para tentar fugir, ou tentar ajudar na batalha.
Já no andar principal da batalha, eles percebem que o salão principal foi tomado por criaturas abissais dos mais variados tipos, mas se recordam viram criaturas do mesmo tipo quando viram Elminster no castelo de Shanomon. Aquilo tudo poderia estar sendo ocasionado por eles devido a abertura daquela passagem. Era aterrorizante demais para ser verdade.

Após um combate contra as criaturas de fogo, Kandor prova da lealdade dos prisioneiros e avisa que eles precisam fugir. Correndo pelos corredores do castelo sem saber para onde ir, eles encontram Hao juntamente com a Rainha e o príncipe. Engajados em combate, eles não conseguem tomar qualquer atitude ao assistir Hao assassinar a sangue frio a Rainha e o príncipe, presumindo que na sua versão ele irá dizer que viu os prisioneiros matando os dois.

Não restando alternativa aos prisioneiros e ao novo viajante, porque encurralados dentro do castelo, ou subir a torre ou descer para a prisão de onde saíram. Escolheram descer. Já na parte subterrânea, eles notam, após vasculharem com muito receio o andar das prisões, que há uma porta que não havia sido verificada. Após abrir a porta, percebem que ainda há uma outra porta com o aviso em élfico antigo “Saiam daqui! Voltem se não quiserem ser mortos!”. Sem alternativa aparente, os viajantes entram e notam que após alguns metros, há uma ponte de cordas e madeiras com um pequeno rio que corre metros abaixo da ponte.

Após uma breve discussão, se iriam fugir pelo rio ou pela passagem, Stalin para na frente da porta quando uma runa mágica colocada na porta informava o seguinte: “Fuja! Magia Selvagem aqui!”. Transloucado pela informação, Stalin intima todos os componentes do grupo à se lançarem na passagem com ele, e consegue, sob protestos de Gereth.
Ao abrir a passagem, um grande vento liberando a pressão interna sai de lá de dentro como se esta passagem não fosse aberta à muito tempo, e Stalin tem uma visão: A senhora do destino aparece para ele em um local hibrido que poderia ser descrito como entre as realidades, e transmite a seguinte mensagem pra ele: “Os planos do destino ainda estão confusos. A abertura do portal para a dimensão abissal mexeu com o eixo de Faerun. Cuidado com as alianças que vocês farão daqui pra frente. A balança está descompensada no destino de vocês. Vocês tem importância, mas a morte os tem acompanhado de perto.” Ao transcorrer pela passagem, eles encontram três tuneis que são armadilhas, mas que com sorte são descobertos por eles.

Ao fim do corredor das armadilhas, eles encontram um pequeno saguão insculpido em pedra que parecia um salão cerimonial, com um púlpito, bancos de pedra, muitos textos relatando as reuniões havidas ali e um umbral similar ao do castelo de Shanomon. Ao lerem as inscrições, eles notam que era o local de uma reunião secreta, onde havia um conselho secreto dos vales composto não só pelo rei do Vale das Sombras à época, que era Morungryn, o pai do Rei Vanseck, mas também Shanomon e o Bren Helder. Aos ouvidos de Stalin e Gereth, o nome do ultimo lorde não traz nenhuma informação a mais, mas para Kandor, é relevante. Ele informa aos presentes que ele é seu pai.

As inscrições ainda dão conta de que na última reunião, Shanomon se desligou do conselho secreto dos vales porque acreditava que o conhecimento ali retido teria mais relevância se utilizado em prol dos vales, com um mapa feito por ele das regiões de magia morta e selvagem na região dos vales, que ficou com Gereth. Não somente isso, aparentemente, o conselho foi desfeito após a saída de Shanomon, pouco antes da primeira guerra contra os Zentharins. Bren Helder, que aparentemente era quem cuidava das finanças do Conselho Secreto dos Vales, levou consigo um segredo para o Vale de Tesh que era sua morada.
Stalin, em análise às inscrições na parede, percebe que há um padrão de melodias ligados à imagens que poderiam ser os planos de acesso através da flauta de Shanomon. Ele anota todas essas informações em seu livro para estudo posterior.

Após averiguação da sala, os viajantes percebem que ali aparentemente é um lugar seguro e resolvem descansar passando o que eles consideram ser a noite, pois não sabem se está de dia ou de noite debaixo da terra.

Sem saber se conseguiriam sair por onde vieram, eles adotam a medida mais arrisca que poderiam, eles vão tentar tocar uma das melodias que está na parede para abrir uma passagem. Uma delas aparentemente dirige à uma região similar à Faêrun. Considerando que podem existir mais de um portal para a mesma realidade, eles iriam parar em Faêrun, mas não saberiam onde. Gereth toca a flauta, e uma ventania saindo de dentro do umbral atrás do púlpito, fazendo-os lembrar da tumba de Shanomon, mas o que aparece dentro do umbral os impressiona.

View
Aprisionados!
10º dia de Kythorn o tempo das flores (junho).

Daran., Gereth e Stalinder., são presos pelo exército do lado de fora do castelo de Shanomon. Ainda sem saber direito o que estava acontecendo, Stalin o único consciente do grupo observa o comportamento do grupo que o aprisionou. São soldados, suas armaduras são todas azuladas e carregam no peito uma insígnia como de uma torre.

Assistindo o castelo da Shanomon desmoronar ao olhar para trás, Stalin também observa Gereth e Daran desacordados se perguntando o que havia acabado de acontecer, não somente com o castelo, mas também com eles. Havia uma estranheza no ar. Enfim, Daran demonstrou que não era em seu interior como ele demonstrava ser. Poderia haver bondade dentro dele ou seu interesse na vida de Gereth era maior do que a sua capacidade de ter ódios dos humanos?

No caminho, Gereth aparentemente tem um devaneio e começa à murmurar palavras como “Pai, eu sei que é você! Não pai! Não!”, enquanto Daran continua com em um sono profundo, diferente do transe normal dos Elfos.
Ao chegar na Torre de Ashaba, Stalin nota ao sair da carroça que na verdade o reino do Vale das Sombras estava então se preparando não para guerra, mas sim para uma festa. Mas não se recordava ao certo de que festividade se tratava. Passando pelo saguão principal da grande torre, o que aparentemente parecia maior por dentro dela do que por fora, ele nota que há uma mesa central próximo da localização do púlpito principal, local onde ficavam localizados os tronos do rei e da rainha, e de bancos organizados como se estivessem preparando uma solenidade que seria assistia por muitos, até a porta.

Após alguns corredores na parte superior, e descer alguns lances de escadas, eles são jogados cada um em uma cela subterrânea que em virtude da forte umidade, guarda um cheiro absurdamente desagradável. Seus pertences foram levados para outro cômodo, mas aparentemente não longe dali.
Após algum período de tempo, Gereth acorda com uma forte dor de cabeça. Sem saber onde está. Como suas celas não eram tão distante, Gereth conversa com Stalin que se assusta, quando percebe que este está com a sua cor da pele azul.

Daran, por outro lado, quando acorda, tem uma dor de cabeça similar, mas os questionamentos causam mais estranheza aos presentes, uma vez que estes são de cunho pessoal. “Quem são vocês? Quem sou eu? Onde estou?”. A conclusão de Stalin é obvia.
Após um breve contato, os viajantes são abordados por Hao Pretorius, que se apresenta como conselheiro do Rei, e pelas vestimentas, também parece ser um sábio religioso. Ao notar a coloração da pele de Stalin, ele rapidamente à faz voltar ao normal, demonstrando seu grande poder de forma superficial.

De antemão, ele se apresenta e indaga aos presentes sobre as suas intenções e quem são. Todos escondem suas reais intenções, e Daran infelizmente não consegue esconder que não se recorda de nada. Hao sabiamente os força à transmitir o mínimo de verdade nas suas palavras, porque ele poderia ser a única alternativa para a saída deles dali com vida.
As cartas são colocadas na mesa.

Hao toma conhecimento da missão dos aventureiros, e se espanta, ao saber que eles desconheciam o fato de que Shael. havia sido encontrado morto nos aposentos de Elminster. Entretanto, e para surpresa de todos ele aparentemente não ficou espantado com o fato de que os depoentes afirmaram que tinha encontrado indícios de atividades ilícitas da mão negra dos Zentharins na região do vale das sombras, e também da existência de um item mágico perdido, que era de propriedade de Shanomon.

Hao então levou os aventureiros até os aposentos do Rei, Content Not Found: ragnvindur-vanseck, que os recebeu concedendo-lhes a oportunidade de falar à respeito do desmoronamento do castelo de Shanomon. Após os relatos, o Rei Vanseck ficou extremamente irritado quando mencionado o nome dos Zentharins, e os expulsou de sua sala, não sem antes lhes destratar, e informar-lhes que por virtude da tentativa de espalhar um boato grave e insubsistente, seriam executados na frente do conselho dos vales no dia seguinte.

O conhecimento geral da conta de que o Conselho dos Vales é um encontro das lideranças dos vales para discussão do destino, segurança, resultado de colheita dentre outros assuntos pertinentes à todos os vales. Para Vanseck, seria uma oportunidade de demonstrar força e poder com a eliminação de potenciais traidores e mentirosos.
Os viajantes acusaram Rao dessa situação, mas ele tentou os acalmar dizendo que iria tomar alguma providência, não sem antes afirma que precisaria de mais informações para que pudesse fazer algo.

3 dias se passam, e chega o dia do conselho dos vales. Os viajantes, agora prisioneiros, são tratados como prisioneiros quaisquer, sendo alimentados suficientemente para não morrerem de fome, mas nada mais lhes é oferecido além de comida. É chegado o momento dos aventureiros serem levados para a execução, e a visão do saguão era a mesma imaginada por Stalin quando da sua entrada: cheio e extremamente festivo, exceto por uma forca improvisadamente montada na parte direita do grande púlpito onde fica localizado o altar do Rei, à frente de uma grandiosa mesa redonda, onde aparentemente os líderes dos vales estariam sentados.

Com a intenção de demonstrar toda a sua liderança e força política sobre os outros vales, Content Not Found: ragnvindur-vanseck faz um grandioso discurso à respeito da queda dos Zentharins motivada pelas ações de sua família, em especial seu pai, e a soberania do Vale das Sombras, sendo ovacionado exclusivamente pelos residentes e trabalhadores dos valores. À frente, na mesa redonda com a presença de líderes dos outros vales, era notório ao observar que muito embora alguns não se importavam com o que ocorria, impacientemente aguardavam que tudo aquilo acabasse, outros transpareciam em seus olhos uma estranheza peculiar, como se soubessem que algo de errado estava prestes a acontecer.

Após o seu grandioso discurso, na tentativa de demonstrar o mínimo de senso de justiça, Vanseck dá a palavra aos agora criminoso condenados, que um por um apresentam sua defesa também em forma de discurso. Daran, que ainda não havia recuperado a sua memória, sugeriu que Rao soubesse de alguma coisa que não queria falar. Gereth tentou demonstrar uma força na voz que foi contrastada pela falta de informações suficientes para que lhe pudesse ser atribuída credibilidade suficiente. Já Stalin, utilizou-se de palavras tão complexas que não foram compreendidas por metade dos presentes no saguão, o que acabou por lhe prejudicar.

Aparentemente, Vanseck não deu importância alguma para os discursos, com conteúdo reveladores ou não, e os sentenciou ao enforcamento, começando por Stalin.
Já com a corda literalmente no pescoço, Stalin, assim como todos os presentes, percebem uma movimentação estranha do lado de fora da torre, como se uma verdadeira guerra estivesse ocorrendo. Com estrondo, o portão central da Torre de Ashaba se abre e é possível ver que o exército de armaduras azuladas já está em menor número em comparação à quantidade de caveiras com armaduras, criaturas de fogo, pequenas aves vermelhas e criaturas aterrorizadoras de quase três metros de altura. De pronto é notável que o combate é violento, e como em um piscar de olhos, a lateral da torre, logo ao lado o portão central recebe um choque, vindo a ruir com o impacto, quando então é possível ver garras esqueléticas abissais passando no local do desmoronamento, juntamente com o som de bater de asas e um som ensurdecedor como se o que parecia ser um dragão de ossos, que mesmo não tendo qualquer corda vocal, usava seu folego para afugentar as criaturas menores!

Sem ter reação, Stalin olha para o lado e vê Gereth e Daran com suas mãos amarradas! Do púlpito, o Rei Vanseck salta com a espada já brandida, e é seguido pelos líderes dos vales, deixando para trás sua rainha e filho! Rao também está no púlpito mas também está em choque, e as aberrações se aglomeram em maior número à cada momento que passa à frente da entrada do castelo!
O momento é de fugir, mas para onde? Presos e sem seus pertences, para onde iriam ao prisioneiros?

View
Qual o valor da sua confiança?
6º dia de Kythorn.

Daran.? O questionamento preenche não somente olhos como também a boca de Stalinder. Junto com outros dois seguidores da Ordem dos Escolhidos de Oghma, Daran se aproxima de Stalin e demonstra que tem interesse em Stalin como seu aliado. Com maior interesse em que Gereth se mantenha vivo, este oferece um líquido mágico que poderá ajudar à recuperá-lo.
Enquanto ministrava o potencial remédio para Gereth, pensando mesmo se poderia acreditar em Daran, Stalin imaginava o que poderia fazer para sair daquela situação. Nada vinha a sua mente.

Daran então começa um diálogo, que mesmo parcialmente desacordado, foi ouvido por Gereth.
Daran – Muita me estrou servo de Oghma, quando o vi pela primeira vez. Não entendi quais eram as suas intenções, mas agora me parece mais claro. Assim como eu, a vida desse humano fraco não lhe importa não é verdade? Então, una-se a mim! Fui enviado pelo próprio líder dos Escolhidos de Oghma, que também foi seu líder um dia. Após encontrarmos o tesouro de Shanomon, a Ordem nos receberá como Grão-Mestres, e os Zentharins serão nossos lacaios, e deverão prostrar-se à nós.
Stalin – A Ordem não é isso que você pensa Daran, eles vão lhe usar e lhe descartar como se não passasse de esterco. Meus interesses são no que Gereth pode oferecer na busca pelo conhecimento, de fato, mas não confiaria em você assim como sugiro que não confie em mim.
Daran – Tolo! Por isso deverá morrer assim como esse verme humano assim que perder sua utilidade para mim.

O diálogo de extrema tensão se estende até que Gereth se levanta. Auxiliado por Stalin, este consegue recuperar-se e após passado uma hora, voltam ao caminho na tentativa de localização da tumba onde guarda do tesouro de Shanomon.
Tocando a chave (em forma de flauta), Gereth consegue abrir uma passagem na parte inferior da estátua que marcava o local. Gereth, durante a sua descida, tem uma visão a respeito de seu passado, quando consegue observar o saguão principal do castelo onde ele está, uma menina de cabelos brancos sendo levada, e um homem alto também com cabelos brancos, uma armadura e uma máscara prateada e grande em baixo de um de seus braços, observando tudo atentamente.

Stalin, tem a sensação de que algo está errado, como se pequenas sirenes estivessem soando no seu ouvido, e as paredes aparentemente tremiam rapidamente por vem em outra.

Chegando ao final do declive abaixo da estátua, os dois ajudantes de Daran notaram que havia uma forma de iluminar o local, facilitando a visão de todos.
Um salão oval, com cinco aberturas que levavam à pequenas salas, com duas estatuas idênticas à que guardava a abertura acima deles. No centro, um umbral de pedra, tendo à sua frente um altar mediano com uma caveira que aparentemente tinha um alto relevo, como se alguma pudesse ser encaixada ali.
Dirigindo-se à primeira abertura lateral, Daran dá um comando à um de seus ajudantes para que entre na câmara lateral, quando então ele é incinerado por labaredas saídas das estatuas que guardavam àquela porta.

Stalin, chegando perto da parede, nota que ela é repleta de marcações e inscrições em um dialeto diferente de tudo o que já tinha visto.
Daran passa a perambular pela sala, quando então Stalin de forma inteligente da uma sugestão ao outro seguidor de Daran para fugir, que a aceitando, tenta, mas é atingido por um raio lançado por Daran que o atinge diretamente nas costas, assassinando-o.
Daran – Não pensem que porque os deixei viver, que não tenho coragem de matá-los caso seja necessário.

Gereth, indo até a primeira porta, nota que à sua frente existe um pequeno altar com uma inscrição, e um lugar para colocar uma mão humana. A inscrição trazia um enigma, e esse padrão era visto nos cinco portais.
Conseguindo desvendar todos eles, Gereth conseguiu desligar a armadilha mágica das estatuas. Não sem antes notar que utilizando uma magia, Stalin acabou ficando com sua pele azul, o que foi notado por Daran que não lhe deu maiores explicações a respeito, mas que geraram certas suspeitas de Stalin.
O tesouro foi divido, mas Daran não se importou com isso, querendo saber o que havia com aquele crânio e amaldiçoando Shanomon por ser um sádico ao guardar seu tesouro daquela forma. Nada daquilo o interessava, a não ser aquela parte central.
Daran – não é possível que alguém tenha entrado aqui antes de nós. Você humano, é o único herdeiro de Shanomon. Tens algum irmão e não sabe?
Gereth – Sabe que não tenho recordações Daran. Porque pergunta? Era tudo o que tínhamos para achar. Se a caveira não é um enigma, não há o que fazer.
Stalin – Senhores, acredito que não temos mais o que fazer nessa sala, à não ser por esse umbral atrás da caveira. O que seria isso?
Daran – Provavelmente mais uma das sandices de Shanomon.
Stalin – Gereth, toque a flauta. O que mais poderia acontecer?

Gereth, tocando a chave assim como nas outras vezes, a melodia se repete. Dessa vez, estranhamente os três sentem um hiato estranho dentro do salão onde estavam, como se após a melodia o tempo e o espaço tivessem parado por um instante.
Uma ventania saindo de dentro do umbral atrás da caveira, toma os três por um susto, quando então um clarão abre um portal através do Umbral, onde olhando para ele, os viajantes percebem que a realidade dentro do portal é diferente da que eles estão.
O céu negro, o chão avermelhado, tudo iluminado por torrentes de lava incandescente, dão a sensação de que a passagem os levaria para dentro de um vulcão.
Olhando atentamente, os viajantes percebem que existe alguém sozinho, lutando com um se número de esqueletos, demonstrando a habilidade de combate com uma espada e um bastão, cabelos brancos e de uma vitalidade impressionante. Daran o reconhece.
Daran – Elminster?
Nesse momento, uma mão monstruosa tenta atravessar o portal, à frente dos viajantes, quando aparentemente ela perde a vida e cai, e Elminster ainda de dentro do portal grita para os viajantes: FUJAM!

Elminster volta para dentro do portal pois aparentemente viu uma atrocidade maior do que aquela que acabara de abater. Sem muito tempo para pensar, outros esqueletos notaram a existência do portal, e passaram para a realidade dos viajantes, quando o combate teve seu início. No meio do combate, Gereth usa toda a sua disposição física para estraçalhar vários esqueletos, e ainda tentou convencer os outros a seguir Elminster, na tentativa de ajudá-lo, mas foi advertido por Stalin, entendendo que o aviso de Elminster seria a coisa mais inteligente a se fazer.

Esqueletos e mais esqueletos saindo do portal, quando então uma aparição demoníaca tenta atravessar o portal, mas aparentemente não tem tamanho para fazê-lo e começa a força o umbral da porta. O chão, as paredes e principalmente o teto estranhamente começam a ruir, quando Stalin e Gereth começam a fugir, deixando Daran para trás.
As pedras soltas caem em cima de Gereth, que já debilitado pela batalha desmaia, quando Stalin passa por cima dele e continua fugindo para salvar sua vida.
Já do lado de fora, também abatido, Stalin percebe que há uma batalha em curso entre capas vermelhas e guerreiros de vestimenta azul clara, alguns até com uma armadura na mesma coloração.

Assustado, Stalin tenta se esconder, quando é percebido por um desses guerreiros, que o persegue. No momento do ataque, Stalin lança um de seus feitiços de defesa que arremessa a arma do atacante para longe, fazendo esbravejar e fugir de medo. A perseguição continua por outro guerreiro de vestes azuis, ainda irreconhecíveis, também para a dúvida de Stalin do motivo pelo qual eles o estariam perseguindo!
Nesse momento, a batalha tem um breve hiato quando todos assistem o castelo de Shanomon tremer até começar a ruir. Antes de desmoronar completamente, Stalin observa uma cena extremamente peculiar e improvável: Daran saindo com Gereth desmaiado em suas costas, e caindo já do lado de fora do castelo, também desmaia em virtude do esforço, quando o castelo desmorona por completo.

View
Em quem você confia?
6° dia de Kythorn.

Em rápida viagem até o outeiro dos viajantes, os nobres amigos reuniões nada menos por uma ocasião do destino de cada um deles, se aproxima do antigo castelo de Shanomon. Próximo ao local indicado por Shael, a vegetação é extremamente alta, o que facilita o trabalho dos viajantes na tentativa de não serem vistos se aproximando do local. Como já era da expectativa destes, o local há muito tempo desabitado, agora parecia em atividade, mesmo que não de forma intensa. Na saída do grande portão, um integrante do bando dos capaz vermelhas sai com uma carroça, com algumas provisões em direção à nordeste.
Nesse momento, o senso de navegação avisa Gerreth que naquela direção, ele pode estar indo para o Forte Zenthil, antiga base de controle dos Zentharins. Estranhamente, após alguns minutos observando o movimento do local, os viajantes percebem uma presença na sua retaguarda, quando então percebem que Daran os havia seguido. Sem ar pela viagem em ritmo acelerado, Daran explica que à pedidos de Shael, ele foi instruído à os acompanhar.

Rapidamente, Gerreth juntamente com Stalin, tiveram a brilhante ideia de se disfarçarem de um dos capas vermelhas, visto que haviam conseguido parte das vestimentas destes na sua viagem anterior, e utilizarem o próprio Daran como isca, passando-se por prisioneiro. Daran, sob a advertência de que deviam deixar sua mão aparentemente amarrada, concordou. If ficou do lado de fora do castelo para tentar observar quaisquer outras movimentações estranhas.

Adentrando ao castelo, eles não encontraram grandes dificuldades, quando então acessaram ao Saguão principal, e o que já pode ter sido uma imponente obra grandiosa, hoje é somente emaranhado de rochas soltas, pedras e madeira espalhadas e um aparente chão instável lotado de grande buracos e entulhos.

Explorando-o, perceberam algumas salas de acesso e entrando em uma delas, encontraram “capas vermelhas” fazendo a sua refeição. Disfaçados, não foram percebidos como estranhos, mas mesmo assim, sendo muito perigoso o contato próximo com eles, logo informaram que tinham um prisioneiro e foram instruídos à leva-lo ao “aranha”. Saindo da sala, Stalin, desacostumado com o dialeto marginal oferece um “bom apetite para vocês”, que mesmo que tenha sido ouvido, aparentemente foi desconsiderado por eles, o que foi um golpe de sorte em favor de Stalin.

No outro lado do saguão, os viajantes acessaram uma sala aparentemente escura, com um altar e velas espalhadas por ela. Rapidamente, duas figuras encapuzadas surgiram, e indo até a porta, advertiram os viajantes de que estes deveriam sair dali, mas não sem antes querer saber quem eles eram. No meio da discussão, uma das figuras encapuzadas olhos bem para a face de Daran, que não esboçando qualquer reação, repetiu o que os capas vermelhas haviam falado: “Levem-no pra o Aranha”.

Assustados, os viajantes continuaram a exploração, e após serem pegos desprevenidos pelo chão do saguão principal que rachou, conseguiram acessar o antigo jardim suspenso, com um grande chafariz no centro. O incomum chafariz, tinha uma marcação também incomum, com uma marcação em baixo-relevo na pedra de mãos cruzadas, e um brasão na parte superior, similar ao que tinha na carta encontrada pelos viajantes, endereçada à Yemmet. Após a tentativa de Gerreth encostar na pedra, esse foi instado por Stalin e Daran que tocasse a chave, quando estes dessa vez ouviram uma resposta a melodia da chave, entretanto, vindo de longe.

Acessando a porta posterior, eles encontram uma sala com a parede dos fundos totalmente destruída, com uma escavação para o interior da parede já extremamente avançada, não possibilitando que a visão dos viajantes se prologasse mais do que poucos metros adiante. Sem opções, avançaram por um túnel longo, com uma parca iluminação. Chegaram á um largo, onde uma grande estatua estava no seu centro, e ouviram barulho de raspagem na parte de trás da estatua, como se alguém estivesse escavando com as próprias mãos.

Gerreth, tomou coragem e dirigiu-se ao centro do largo quando a raspagem parou. Com sua visão noturna, Stalin conseguiu observar que havia uma criatura estranha atrás da pedra, e essa moveu-se rapidamente em direção á Gerreth, restando à Stalin somente a tentativa de avisa à Gerreth o que havia visto, o que não teve sucesso. Gerreth quase foi atingido pela criatura que investindo contra ele, ficou entre os dois.

Combatendo com a criatura extremamente forte, Gerreth sente sua mente ser invadida pela criatura, enquanto isso, a criatura falava com Stalin com sua voz rouca, que mais parecia uma pedra rachada se movendo: “Herdeiro… Traidor… Não confie nele…”. Assustado, Stalin continua o combate, quando então a criatura tenta acessar sua mente, e não tem sucesso.

Gerreth não tem sucesso, e acaba por tombar perante a criatura, que com extrema dificuldade, foi vencida por Stalin. Tentando ajudar seu amigo, Stalin ouve passos vindos da parte da escavação de onde eles vieram, e três figuras de manto negro agora de aproxima, quando então uma delas tirando o capuz, se identifica, para o espanto de Stalin que agora aparentemente rendido e em menor numero, não tem qualquer reação.

View
A busca por Daran, 2° dia.
4° dia de Kythorn.

Repousando até a recuperação parcial de If, o aventureiros dirigem-se até outro aposento da gruta, onde localizam alguns espólios de saques feitos pelos goblins, e percebem caixas com marcações em “Z”, dos Zentharins. Assustados com essa visão, principalmente porque podiam ter descoberto que os perigosos Zentharins poderiam ter voltado à ativa, os viajantes voltaram-se para seu primeiro objetivo, a localização de Daran.
Indo até o outro lado da gruta, notaram a presença de mais goblins, e aparentemente seu líder. Com um plano bem elaborado, o abate dos goblins foi rápido, não deixando opção ao seu líder, senão a utilização de Daran como escudo.
Stalin, como de costume, tentou persuadir e intimidar o lider dos goblins, porem, sem sucesso. Jogando o já debilitado Daran ao chão, este parecia desfalecer aos poucos, o que dava pouco tempo aos viajantes.
A luta for ardua, Gereth foi direto ao Daran para tentar salvá-lo, e após perceber que ele estava melhor, retornou à batalha com o lider dos Goblins. Com o auxílio de If, derrotou o lider dos goblins, conhecido como Yemmet.
De longe, e pouco debilitado por virtude da batalha, Stalin nota uma breve conversa entre Yemmet e If, como se os dois talvez já se conhecessem.
Após Daran acordar, este oferece pequenas informações sobre sua missão por aquelas terras, mas o que lhe interessa é o retorno até a torre de Elminster.
Na chegada, Daran é recepcionado por Shael que logo pede para que os viajantes se acomodem. Após alguma conversa, descanso e refeição, Daran explica que ouviu dizer que o plano dos goblins era levá-lo até um local onde eles tinham uma suspeita da localização da tumba de Shanomon, um antigo nobre da região do vale das sombras que foi atacado pelos Zentharins ha muito tempo. Mas, eles não tinham a chave para a entrada da tumba, onde em tese, estariam guardados os tesouros de Shanomon. A grande dúvida, era sobre qual tesouro em especial era o interesse dos Zentharins?
Eles tinham a chave, e poderia ser importante tentar chegar ao local da tumba antes deles. Entretanto, ninguém sabia como utilizar a chave, que, tendo formato de flauta, quando tocada emitia um sinal de reprovação como um grito mortal.
Passada a note de descanso, Gereth se ofereceu para tentar tocar a chave em formato de flauta, quando ela ofereceu um canto amistoso, ocasionando a fúria de Shael, querendo saber quem eram os viajantes, e principalmente, quem era Gereth.
Após tensos momentos de explicação, os ânimos se acalmaram e mesmo com objeções de Daran e Shael sugerindo a comunicação do ocorrido à liderança da cidade, os companheiros preferiram seguir ate a antiga fazenda de Shanomon.
If insiste em passar pela taverna, quando então pretende gastar seu dinheiro em pequenas apostas. Após ser pego roubando no jogo, quase apanhou de um mulher extremamente forte, com o triplo de seu tamanho.
Após se reunirem fora da taverna, os companheiros dirigem-se até o outeiro dos viajantes, local mais próximo da mansão de Shanomon, mesmo sem saber o que lhes espera.

View
Busca por Daram. 1º dia.
3º dia de Kythorn, o tempo das flores (junho).

Após um breve descanso após a emboscada sofrida na estrada para a colina do Salto dos Elfos, os viajantes chegam à uma gruta que condiz com a localização da região onde Shael manteve contato pela última vez com Daran.
A suspeita se confirmou com o ataque de goblins que agiam como guardas da gruta. Após o combate à distância, os companheiros se lançaram para dentro da gruta com a visão prejudicada, visto que já era madrugada.
O primeiro encontro foi com alguns lobos que serviam também de guarda. Como estavam presos, e mesmo quase se soltando, foram alvos fáceis para a magia de Stalinder que os colocando para dormir, foram rapidamente abatidos sem contratempos.
Subindo uma escada feita de pedra confeccionada na lateral de um pequeno riacho que saia da gruta, os viajantes foram vistos, e um goblin guarda ativou o alarme para os outros de dentro da gruta liberaram uma represa. A enxurrada foi suficiente para expulsar para fora da gruta Stalinder que por azar tentou se esconder dentro do pequeno rio, e If que não conseguiu correr à tempo de se salvar. Gereth utilizou-se de sua força e prendeu-se à parede de pedra, e não foi levado.
Algum tempo depois, retomando a subida com maior cuidado para não serem vistos, os viajantes encontraram uma nova passagem na outra lateral do pequeno filete de água saindo da gruta, quando avistaram um pequeno acampamento goblin dentro da caverna. Utilizando-se do mesmo corredor, após abaterem um goblin vigia, ao tentarem atravessar uma pequena ponte, local de onde este mesmo goblin os avistou, quebraram-na, com a queda de If.
O barulho chamou a atenção dos goblins do outro lado da ponte que começaram a atacar. Lá embaixo, If, que inacreditavelmente não se machucou com a queda, subiu correndo para tentar acessar o local de onde os goblins estavam atacando seus companheiros e verificou um destes que estava com a retaguarda desprotegida.
Enquanto isso, Stalinder e Gereth travavam um combate à distancia, quando então Stalinder atinge fatalmente o ultimo goblin na sua linha de visão.
If, por outro lado, não teve a mesma sorte. Não conseguindo atingir seu oponente, este o atinge e o nocauteia com tamanha força que o faz desmaiar. Gereth pressentindo que algo estava errado, corre em direção ao final do corredor, quando então observa através da luz da lua que era projetada pela abertura superior da gruta, o goblin pronto para tirar a vida de seu companheiro halfling já desacordado. O tempo era curto, e o tiro teria que ser certeiro. E foi. O goblin cai morto em cima de If desacordado.
Agora, os companheiros tentando acompanhar a recuperação de If, já extremamente machucado, fazem cada um a sua parte. Gereth, faz alguns primeiros socorros com bandanas e água para limpar as ferias. Stalinder ora para Oghma, quando então percebe que parecia que Oghma não o ouvia. Após a sua insistência, ele continua não sentindo a presença de Oghma naquele local, quando então se dá conta de que ali era uma região de magia morta. Tentando testar sua magia, ele repete insistentemente o dialeto mágico próprio, quando então Gereth começa a entendê-lo, e o indaga sobre que palavras seriam aquelas. A surpresa consome Stalinder, que inicia o catálogo das regiões de magia morta em seu livro, com a descrição do ocorrido, além de tentar entender porque aquele jovem podia reconhecer palavras mágicas sem estudo aparente, e ainda, em uma região de magia morta.
If, após quase uma hora desacordado, consegue se levantar.
Muitas perguntas, poucas respostas e Daran ainda continua desaparecido.

View
Encontros casuais.
3º dia de Kythorn, o tempo das flores (junho).

No Vale das Sombras, alguns anos depois de ter saído da casa de sua tia, If, um halfling inteligente , retorna ao vale para entregar pertences particulares para ela. Chegando ao centro de comércio, ele percebe que a cidade tem características mais prósperas de quando da sua saída, mas seus moradores não tem as mesmas características que antes. Muitos parecem mais fortes do que o necessário para simples camponeses ou trabalhadores rurais, e a taverna do velho crânio também já não é a taverna simples de outrora.
Chegando à fazenda de sua tia, Quelline Aderleaf, If nota um humano trabalhando na fazenda.
Após contato visual, este se apresenta como Gereth de Neverwinter., e é logo procurado pelas crianças que saem de dentro da para brincar com ele, e atrapalhá-lo em seus afazeres. Sua disposição física avantajada proporciona longos momentos de diversão as crianças mesmo durante o seu trabalho duro.
Após ter contato com sua tia, If é convidado para jantar e Gereth se assenta a mesa com eles.
Ao término da refeição, Quelline lembra-se que está sem ingredientes suficientes para a sobremesa, e pede à If e Gerreth que vão até o centro para comprá-los.
Chegando ao centro comercial da Vale das Sombras, os dois tem a atenção chamada pela presença de um senhor com vestes extremamente coloridas parado à frente do mural de avisos da cidade. O mural está preenchido com algumas informações que chamam a atenção dos dois, mas eles não conseguem para de observar o senhor com as roupas coloridas.
Logo atrás deles, um elfo chega ligeiramente sujo pela viagem, e algo chama a atenção dele no mural, como se alguma coisa estivesse brilhando no alto do mural sem que os outros estivessem vendo.
Após um momento de discussão entre todos os presentes ali, Stalinder “servo de Oghma”. e Lewellyn, o eloquente. se apresentam.
Gereth de Neverwinter., à pedido do elfo recém chegado, sem a melhor das educações tira Lewellyn da frente do mural, quando este começa a proferir palavras de ofensa aos presentes, acrescentando uma ou outra informação à respeito do objetivo, passado e paradeiro de cada um deles, causando-lhes severa estranheza. Indagado, Lewellyn apenas se apresenta como vendedor de boatos, que podem ser grandes ou pequenos, verdades ou meias verdades, de acordo com o valor do pagamento.
Mesmo com essa informação intrigante, e os avisos presos ao mural, Stalinder lê uma carta retirada do mural, e percebe que ela é um chamado até a torre de Elminster. A carta também faz referência aos presentes ali na frente do quadro de avisos da cidade. Sob a promessa do próprio Stalinder de pagamento em dinheiro, Gereth e If o acompanham.
Chegando à torre de Elminster, estes são recepcionados por Shael que requisita ajuda dos presentes para a localização e resgate de Daran, seu aprendiz, que se perdeu na busca de um artefato de relevância para ele. Ao ser indagado sobre o paradeiro de Elminster, Shael aproveita para justificar o seu impedimento de saída da torre. Elminster está viajando pelos planos e precisa estar presente para recepcioná-lo quando de seu retorno.
Indagado à respeito de recompensa, Shael é enfático e afirma que embora não tenha muito dinheiro, pode ajudar os presentes com o “futuro”. Como eles precisam mesmo de informações sobre seu futuro, a proposta lhes interessou, o que lhes fez partir em viagem no mesmo dia, após prepararem-se.
À caminho da colina nomeada como Salto dos Elfos, região onde Daran perdeu contato com seu mestre, os companheiros são atacados por goblins que tentaram impedir que estes prosseguissem. Com anseio na busca de informações sobre seu estudo das regiões de magia morta e magia selvagem, Stalinder se tornou um alvo fácil, mas foi salvo por Gereth, enquanto If tomou conhecimento de que os “capas vermelhas” estavam pela região quando um dos goblins o ameaçou.
A viagem continua, a busca por Daran, por respostas sobre seus passados e objetivos futuros segue. Ocasiões em que o destino mostrar-se-á ainda mais perigoso.

View

I'm sorry, but we no longer support this web browser. Please upgrade your browser or install Chrome or Firefox to enjoy the full functionality of this site.