Os planos do destino.

Revelações do destino.

11º dia de Kythorn, o tempo das flores (junho).

Estranhamente, após Gereth tocar a flauta da maneira em que ele acreditava ser o suficiente para atingir a melodia que o levaria para algum lugar de Faêrun, a imagem que surge após uma ventania vindo de dentro do umbral à frente dele é de um aposento comum, com uma cama, uma escrivaninha e uma biblioteca. Movido por um ímpeto desconhecido, Daran toma a frente de todos e parado na frente do Umbral, ele informa que conhece aquele lugar, e entra repentinamente no portal, seguido por todos os componentes do grupo.
Ao passarem pelo portal, este se fecha e eles se veem naquele aposento apresentado no portal. Daran, nesse momento, tem um surto, chora, se ajoelha, e aos gritos profere palavras praticamente ininteligíveis lotadas de profundo ódio: “Eu me lembro! Eu odeio todos vocês! Agora eu me lembro! Eu matei Shael! Eu pessoalmente o matei quando ele estava distraído!”. Muito assustados, os viajantes não conseguiram tomar nenhuma atitude, quando Stalin tentou conversar com Daran, que não quis falar nada e ordenou: “Humano, abra o portal agora! Eu vou embora! Abra imediatamente!”. Gereth tomado pela raiva de ter que ouvir que Dara assassinou Shael, dirigiu-se até Daran para ataca-lo, quando que por um golpe de sorte de Daran, ele abre uma das gavetas dos aposentos onde eles estavam, que ele conhecia bem, afinal, eram os aposentos de Elminster, e encontra uma varinha mágica. Entoando algumas palavras mágicas, Daran aos gritos profere o seguinte: “Elfo você sabe do que essa varinha é capaz, e pior, pode ser que ela seja muito mais mortífera do que imaginamos porque aqui é uma região de magia selvagem! Esses portais só funcionam em regiões de magia selvagem! Não abusem da sorte, ou eu mato a todos nós! Humano, é a última vez, abra o portal imediatamente! ”.
Gereth não o atende, quando então Daran profere as palavras e a varinha que era uma varinha de lançamento de bolas de fogo, uma magia extremamente poderosa e mortífera, em virtude do descontrole da região da magia selvagem simplesmente não funciona, e todos ficam estagnados aguardando algo acontecer. Daran corre pelas escadas em espiral e é seguido por Gereth, vindo logo após Stalin e Kandor, que mesmo sem entender muito bem o que está acontecendo os segue na tentativa de ajudar.
Já no andar de baixo, percebendo que ali não há mais região de magia selvagem, Daran se vira para os viajantes com a varinha à postos e dá o último aviso para que eles não o sigam. Gereth, enfurecido atira uma flecha contra Daran que o acerta na coxa. Mesmo ferido, Daran consegue fazer a varinha funcionar quando atinge em cheio Gereth, Stalin e Kandor com uma mortal bola de fogo. A explosão atinge toda a extensão do andar onde eles estão, e o único que cai desacordado é Kandor. Entretanto, isso não quer dizer que tanto Stalin quanto Gereth não estão gravemente lesionados pelo dano de fogo ocasionado pela magia da varinha. Daran consegue correr novamente, descendo para o andar térreo, quando então Gereth reúne suas forças e tenta segui-lo novamente. Já perto da porta, Daran olha pra trás para ver se precisaria gastar mais uma carga da varinha que já estava pronta, e vê Gereth preparado para lançar uma flecha, quando ele o assiste errar o tiro porque caiu da escada em posição desfavorável. Poderia ele matar Gereth naquele momento, pois já ferido da magia anterior, não resistiria naquele estado. Daran não o faz, e foge.
Gereth desiste de persegui-lo pois estava já sem forças. Retornando, ajuda Stalin a recuperar Kandor que estava quase atingindo óbito. Quando Kandor retorna, eles concordam em passar um tempo ali até se recuperarem dos danos sofridos da luta com Daran.
Vasculhando a torre de Elminster, que aparentemente já tinha sido vasculhada anteriormente, acreditando-se por Daran no caso, não restou muita coisa a não ser alguns pergaminhos arcanos encontrados por Stalin.
No dia 11º de Kythorn, os viajantes se organizam para saírem do vale das sombras, pois como prisioneiros e agora como fugitivos, não poderiam ficar ali para sempre. Mas para onde? Kandor conta da carta e dá a ideia de que seria importante ele retornar até seu líder e que ele poderia dar-lhes um destino, talvez uma estratégia. A volta dos Zentharins era certa, mas associados ao Clã do Dragão e mais, sabedores da existência de abertura para planos paralelos. Tudo isso era muito perigoso.
Eles se organizam e percebem que não tem subsídios suficientes para passar os cerca de 5 cinco dias de viagem à pé até o Vale da Adaga. Teriam que comprar, ou conseguir de alguma outra forma. No caminho para o destino deles, provavelmente encontrariam alguma cidade menor para tentarem comprar estes subsídios.
De fato, encontraram. Chegando em vilarejo, ao qual ainda não estava inscrita nos mapas oficiais dos Vales de tão nova, conseguiram comprar mantimentos para a viagem, mas logo notaram que estavam sendo observados. Seus rostos estavam no mural de avisos como procurados. Fugindo rapidamente, tomaram a estrada novamente.
Já em uma cidade menor, não tiveram tempo de se esconderem e foram notados. A briga foi rápida e eles conseguiram fugir novamente. Alguns dias de viagem depois, tentaram dormir longe da estrada e foram abordado por uma gangue de mercenários, composta por goblins e um Hobgoblin líder. Remexendo os seus pertences após um combate que num primeiro momento pareceu fácil, verificaram que seus rostos não estavam somente no quadro de avisos, mas que estavam oferendo uma recompensa por eles. Preocupados, eles seguiram viagem, mas dessa vez, Gereth tentou alterar seu cabelo e sua barba, se desfazendo dos dois.
Chegando no Vale da Adaga no 16º dia de Kythorn, Kandor vai diretamente falar com seu superior Follie Core, e Stalin e Gereth vão tentar conseguir aposentos para se esconderem enquanto isso.
Antes de acessar os aposentos de seu superior, Kandor percebeu que os olhos de todos o acompanhvam como se soubessem que ele havia morrido nos eventos do 8º dia de Kythorn no vale das Sombras. Alguns guardas chegaram a hostiliza-lo, mas Kandor conseguiu se defender sem iniciar uma briga desnecessária. Por outro lado, a discussão entre Follie e Kandor foi inevitavelmente hostil e árdua. Follie tomou conhecimento do ocorrido no Vale das Sombras e quando ele não retornou, teve certeza de que poderia estar envolvido, e aparentemente estava. Não havia conseguido descobrir nenhuma informação do Aranha, e nem da atividade do Vale de Tesh, mas sabia que ainda estava ocorrendo algo. Quando ficou sabendo da notícia de que Hao Pretórius era um traidor, e que ele havia assassinado a rainha, ele não acreditou e disse que havia recebido uma carta dizendo exatamente o contrário, que os prisioneiros o tinham feito. Foi aí que o passado de Kandor falou mais alto, e Follie acreditou nas palavras dele. Follie informou ainda que quase havia conseguido interceptar mais uma carta, mas não teve sucesso. O envolvimento dele estava se tornando perigoso demais. Mas ele não poderia se acomodar.
Follie instruiu Kandor para ir até o Vale de Tesh para averiguar o Clã do Dragão estava tramando. Disse para procurar um amigo dele que tomava conta da região, chamado Reidoth.
Já na estrada, os viajantes se encontram, e param cerca de dois quilômetros da entrada das ruinas da cidade central do Vale de Tesh, se perguntando o que encontraram à sua frente. Aparentemente, mais perguntas do que respostas.

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Gerson_dos_Anjos

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