Os planos do destino.

Masmorra do Vale de Tesh.

18º dia de Kythorn.

Após um breve descanso depois uma inesperada, mas árdua batalha contra dois guardiões da masmorra, os três viajantes decidem abrir a porta do salão seguinte com a expectativa de que iriam continuar enfrentando severos impedimentos ao seu avanço, quando são surpreendidos. Abrindo a porta após utilizar a chave mágica de Gereth, eles notam que a sala é tomada de uma vegetação estranha, do solo ao teto, e no seu centro, grandes cogumelos o ornam.

Kandor rapidamente ao entrar na sala, arranca abruptamente um dos cogumelos menores da parede e nota que toda a relva da sala se mexe em sinal de desaprovação. Retornando para a sala anterior, Stalinder pede o cogumelo para Kandor e tenta estudá-lo rapidamente, quando impacientemente Gereth entra na sala sem ao menos perceber as bolhas de coloração branca e negra que pairavam no ar naquele momento.

Desviando da maioria delas, Gereth é atingido por uma das bolhas e é envolto de uma fumaça negra que o faz desmaiar. Kandor e Stalinder ao observar o ocorrido, reagem de forma diferente. Enquanto Stalinder fica fascinado quando interpreta aquilo como um mecanismo de defesa da sala, Kandor, não retém seu ímpeto ao auxílio da vida humana e corre em direção à Gereth quando também é atingido por uma das bolhas negras.

Stalinder observa Kandor desmaiar assim como Gereth e entra vagarosamente na sala, observando o seu comportamento. Arrisca passar a mão despida de luvas em um cogumelo perto de sí, e não observa reação vindo da flora, nem positiva, nem negativa. Assistindo as bolhas negras se aproximarem, usa uma mão magica para estourar as bolhas à uma distância segura, onde o gás dentro delas não poderia alcançá-lo. Aproximando-se dos corpos de Gereth e de Kandor, Stalinder banha o chão com gelo para facilitar a locomoção dos corpos, e os desliza para a outra sala em segurança.

Quase uma hora depois, eles acordam e após Stalinder os contar o ocorrido, Kandor, reconhecendo a sagacidade de Stalinder, o elogia. Gereth aparentemente também reconhece, mas não é capaz de fazer qualquer elogio ao que para ele, ainda é um componente da mesma ordem de Daran, de quem guardar um desgosto profundo pela morte de Shael.

Usando o sistema de segurança criado por Stalinder, os três conseguem chegar até o centro da sala com relativa segurança, e observam duas portas. Uma delas coberta de vegetação, e outra, estranhamente sem nenhuma planta ou galho que atrapalhasse a sua passagem. Após rápida discussão, entram na porta sem musgos.

O grande salão circular tinha no seu centro uma abóbada saída do solo, com inscrições e desenhos particulares à família de Kandor. Rapidamente, o chão onde os três estavam pareceu girar, como se desencachando de algo, quando cai abruptamente, levando consigo Gereth e Stalinder. Kandor por outro lado, foi suficientemente rápido para saltar e apoiar no solo que se manteve firme à frente, que se seguia até o monumento central.

Gereth e Stalinder tiveram seu impacto amortecido por um liquido esverdeado com cheiro muito forte. Logo perceberam que o líquido era extremamente nocivo, e a pele dos dois começou a arder muito antes que eles pudessem tentar voltar ao local onde Kandor estava. Kandor, observando os dois do alto, percebendo que na tentativa de sobrevivência Gereth já havia iniciado uma escalada desesperada, lançou sua corda à Stalinder que se segurando nela foi puxado rapidamente para cima.

Ainda sentindo muita dor, Gereth e Stalinder tentam se recompor quando os três notam que aquele monumento havia se erguido para revelar uma grande cabine. Kandor rapidamente usa suas habilidades e nota que no interior da cabine, estavam quatro mortos-vivos, e que haviam acabado de acordoar.

Colocando seu escudo à frente da saída da cabine, Kandor tenta proteger o resto do grupo acertando os mortos-vivos que buscavam se alimentar de qualquer vida que estivesse à sua frente. Stalinder e Gereth de longe auxiliavam Kandor, e rapidamente a ameaça é abatida. Após uma série de discussões sobre como seria possível alcançar as portas visto que o anel exterior da sala estava imerso no acido, eles encontram dentro da parte superior da cabine uma engrenagem, que destruída fez com que o solo retornasse ao seu local inicial.

A sala da esquerda guardava uma série de desafios por sobre uma grande piscina de ácido, ao qual nenhum dos componentes do grupo se arriscou para sobre o que tinha em seu final, crendo que o objetivo deles não estaria ali, e foram para a sala da direita, que por outro lado, estava absolutamente vazia, à não ser por uma breve abertura na parte sul.

Desconfiados, os viajantes tentam fazer uma busca minuciosa na sala, tentando notar alguma diferença na sua composição, quando percebem que pedações do chão são pisos falsos. Descobertos, Stalinder de longe aciona estes locais e estes se rompem, dando lugar à grandes e profundas aberturas no solo que poderiam ocasionar a morte dos mais desavisados. Ao final da abertura sul, havia um corredor que terminava em um pequeno púlpito, sustentando uma pedra verde do tamanho de um punho, guardada por uma redoma de vidro. Curioso, Gereth acerta uma flecha no vidro que se quebra facilmente.

Stalinder de uma distância segura, puxa a pedra com suas mãos mágicas e aciona um dispositivo que faz rolar uma pedra imensa, que cai em cima do púlpito esmagando-o, e continua seu caminho em direção aos três. Preparados, eles se protegem e a grande pedra passa por eles abrindo todas as armadilhas do chão do salão, atingindo a parede posterior, destruindo-a. Pouco tempo depois, uma aberração com um único olho, corpo de serpente e tentáculos da abertura feita pela pedra e ataca os viajantes.

Subindo pelas paredes do salão, a aberração assusta os viajantes, mas logo começa a ser atingida à distância por Gereth e Stalinder. Kandor se aproxima da criatura em se posiciona defensivamente. Mais rápida que Kandor, a aberração o envolve com seus tentáculos e expele um veneno que o desmaia, ficando à mercê do seu próximo ataque que poderia ser mortal! Gereth e Stalinder observam a cena, e correm para salvar Kandor quando Gereth acerta uma flecha certeira que afugenta a aberração, e Stalinder a incinera com fogo mágico saído de suas mãos.

Kandor se recompõe e os três acessam a próxima sala. Rapidamente, o que lhes chama a atenção são quatro grandes mascaras de criaturas aparentemente de herança dracônica, grudadas na parede inversa a da porta que eles acabaram de sair. Gereth se arrisca e passa na frente de uma delas, quando é atingido por quatro dardos, que lhe ferem, mas não o suficiente para lhe matar. Stalinder nota o padrão de ativação das mascaras, e se aproxima delas. Rapidamente consegue desarma-las enquanto Kandor usa seu escudo para se proteger dos dardos.

Já seguros, eles encontram uma passagem secreta na sala onde aparentemente seria o fim masmorra. Escuridão à frente, o corredor parece se abrir e não mais havendo pisos ou paredes, sendo o caminho agora uma verdadeira caverna. Mesmo de longe, eles conseguem perceber ao final do caminho aparentemente há luz, mas não parece ser de tochas.

Gereth acende a sua tocha e é surpreendido por uma grande labareda de fogo, o que avisa à Stalinder que o ambiente pode estar composto de algum gás inflamável. Ele informa aos seus companheiros. Kandor, em uma reação inusitada, pede a tocha emprestada de Gereth, que confiando nele a entrega. Kandor, sem avisar aos outros viajantes, arremessa a tocha para o meio da clareira que se abre mais à frente no caminho, sob graves protestos de Stalinder e Gereth!

Será que a tocha vai ocasionar uma reação em cadeia e explodir, consumindo o gás inflamável e demolindo o lugar? Seria esse o final dos viajantes, muito próximo talvez de encontrarem respostas sobre as suas motivações?

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Gerson_dos_Anjos

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