Os planos do destino.

O destino atravessa o caminho de Sariashuu.

18º dia de Kythorn o tempo das flores (junho).

A comitiva desperta ao raiar do sol. Os componentes da comitiva, Gereth, Kandor e Stalinder acordam e compartilham suas expectativas para a audiência com Sariashuu. Rapidamente os três se aprontam, e após, conforme combinado, aguardam a chegada de Favric e sua companhia para que possam se dirigir até a torre da Família Helder, ao qual Kandor faz parte.

O peso do encontro com o dragão aparentemente é mais longo do que eles imaginavam, talvez pelo ambiente pesaroso formado agora não somente pelos membros da comitiva, mas também pelos componentes do Culto do Dragão que acompanhavam a comitiva.
O silêncio era fúnebre e inquietante.

Avistando a grande torre, eles se encaminham até a sua frente e sobem uma pequena planície até a entrada da fortificação que cerca a torre, agora totalmente visível. Já a frente dos portões entreabertos, o silencio se mantém. Pensamentos inebriantes corrompem os componentes da comitiva como o motivo pelo qual um possível covil de dragão está tão em silêncio? Não há nada que pareça ser um covil além das informações tanto de Reidoth quanto de Favric. Será uma armadilha? Será uma armadilha do dragão? Ao fim, o ultimo pensamento é: não há mais como voltar.

Adentrando o portão, eles entram na ante sala que dá acesso ao grande saguão da torre, que servia como recepção para aqueles que queriam ter acesso à torre. O portão do saguão principal estava fechado, e guardava o brasão da Família de Kandor, um grande martelo atingindo uma tão imensa bigorna.

Ao abrir o portão, os viajantes se dão conta da grandiosidade do salão, com um grande altar de pedra ao fundo, bandeiras velhas rasgadas com o mesmo brasão, algumas portas de acesso ao saguão e um mezanino parcialmente destruído. Ao alto, o saguão estendia até o fim da torre, o que concedia à construção um toque peculiar. O silêncio inquietante persiste, mas o ar agora e tomado por um ranço muito forte, quase venenoso.

Eis que então, o silencio é rompido por um grande estrondo vindo do alto da torre, quando da sua lateral grande fera entra na torre e se prendendo as laterais com suas garras, desce em sentido ao centro do grande saguão trazendo consigo escombros, pedras, madeiras e pó. Ao tempo que os visitantes tentam se esconder, o grande dragão aterrissa e dificulta a comitiva a se manter em pé pelo tremer da terra. Contemplar a criatura agora é quase tão magnífico quanto aterrador!

Sariashuu abre suas asas que quase toma a extensão do saguão, como se espreguiçasse, e estica seu grande pescoço rugindo para o alto, quase que como para aterrorizar os visitantes não convidados. Pacientemente Sariashuu abaixa a sua fronte e se aproxima de cada um dos viajantes e inicia um discurso de boas vindas. Sua voz é como se fosse um misto de fumaça preza nos pulmões de um velho moribundo, somada ao ranger de vidros recém-quebrados: “Sejam muito bem vindos criaturas insignificantes. A boa educação manda que não se deve entrar nos aposentos de um dragão sem a sua permissão, mas sou benevolente, e deixarei vocês se justificarem antes que eu decida sobre a morte de vocês, ou da sua escravidão! Meu nome é Sariashuu, e vocês, quem são?”

Favric se põe à frente da besta, e inicia um discurso de apresentação polido e subordinado: “Grande Sariashuu, a garra venenosa. Me ajoelho diante da sua grandeza, em nome das alianças centenárias do Culto do Dragão e os antigos dragões anciões, trago-lhe estas vidas para o sacrifício em seu nome, firmando a nossa aliança para o futuro que guarda a glória dos nossos objetivos!”. O grupo do Culto do Dragão que acompanha Favric após terminar a reverência, saca suas armas e deixa a mostra que os indicados para o sacrifício são Stalinder, Kandor e Gereth.

Os três se insurgiram imediatamente com palavras de ordem, e aos berros, após se apresentarem ao dragão, juraram não somente Favric mas todo o seu grupo. Sariashu interrompe a contenda mantida entre eles, e abruptamente se pronuncia: “Que coisa magnífica! A traição foi descoberta! Mas mesmo assim insetos, não aceito isso em meus aposentos sem que eu seja o seu percursor, portanto, vocês merecem a morte!”.
Com um movimento rápido, Sariashuu sopra um baforada venenosa que corrói o corpo dos componentes do Culto do Dragão, sendo que somente Favric, mesmo quase sem respirar, arrancando a pele do seu pescoço com as unhas e tanta dor, é abocanhado pelo Dragão. Após, enquanto direciona sua atenção aos três componentes da comitiva, ele se pronuncia: “Pois bem. Descobri que merecia morrer imediatamente, mas vocês ainda não disseram quais são seus interesses comigo. O que fazem aqui?”.

Kandor, em todo o seu ímpeto, informa à Sariashuu que é o herdeiro legítimo do local, sendo imediatamente contestado por Sariashuu à respeito da sua tentativa de retomada do que agora é dele! Após uma breve discussão, Kandor informa que os interesses no local são outros. Gereth e Stalin o interrompem e o informam que eles pretendem buscar informações à respeito do Conselho Secreto dos Vales. Sariashuu vê então uma grande utilidade nos membros da comitiva, quando então propõe uma aliança: que eles procurem este segredo, tesouro o qualquer preciosidade no interior da torre, e que eles levem-na diretamente à ele na sua saída, e ele poupará a vida dos três.

Sendo aceito por eles, após a saída de Sariashuu, o ajuste dos três era de que quando encontrado o segredo do Conselho Secreto dos Vales, este não seria compartilhado com Sariashuu, e que eles lutariam com ele até a morte pelo segredo. Uma atitude arriscada, mas que após tudo o que eles já passaram, não iriam se desfazer facilmente disso.
Observando que a busca no castelo, bem como ao adiantado da hora, os viajantes além de compartilharem a refeição no interior da torre, compartilham a sua história um com o outro. Após, com a busca em andamento, eles localizam a tumba que seria do pai de Kandor. Recomendado por Gereth, por experiência própria, ele fala para Kandor abrir a tumba de seu pai porque ele poderia não estar ali. Nada mais correto. Kandor encontra além de um pequeno tesouro em pedras de ouro, encontra um machado da sua família, uma pequena obra de arte com o brasão da sua família. Emocionado, antes de sair da sala ele faz uma oração e agradece ao seu pai por tudo o que encontrou, mesmo sem saber se este estaria morto ou não, dado o fato de que não encontrou seu corpo.

Continuando a busca, o grupo localiza o que poderia ser o tesouro guardado de Sariashuu, e decidiram não mexer nele, sabendo dessas implicações no futuro. Atrás do altar, localizaram uma abertura na parede, e somente após tocar a flauta de Gereth, ela se abriu, dando passagem a uma entrada subterrânea, o qual os viajantes adentraram.
Ao chegarem a um grande portão, onde o brasão da família Helder se fazia novamente presente, ao encostarem na porta ela se transmuta na parte superior formando um rosto. Era o rosto do pai de Kandor, Bran Helder. Rapidamente, ele se pronuncia: “Se vocês não são meu familiares, não estão com a minha agenda com as anotações sobre essa masmorra, vocês não são bem vindos. Não me responsabilizarei pela vida de vocês, porque tem a morte como destino certo.” Stalinder estranhamente exita, mas logo é convencido pelos companheiros à entrar.

Logo na primeira sala, uma sala que poderia ser considerada sala de recepção, dois esqueletos com armaduras de batalha encontram-se guardando a porta ao fundo. Quando notam os viajantes, as duas caveiras indagam os presentes: Qual o seu nome completo? Stalinder, imaginando que pudesse ser uma charada, se põe à pensar, mas seu raciocínio é interrompido por Kandor, que pronuncia seu nome completo. As duas caveiras erguem suas armas, e enquanto avançam para cima dos e respondem: “Resposta errada!”. Apesar de serem duas, o combate é feroz, e Stalinder é extremamente prejudicado por não conseguir usar sua magia com antecedência ao ataque de um dos esqueletos.

Após a passagem por essa sala, quando os viajantes são enganados por uma porta falsa que guardava uma armadilha, os viajantes são surpreendidos uma outra sala com o teto mais alto do que a anterior, que comportava duas estátuas ao fundo, que representavam a mãe e o pai de Kandor. A sala era repleta de armadilhas, e enquanto os viajantes tentavam se livrar de umas, acabaram por ser pegos em outras, o que lhes ocasionou um sem numero de escoriações, cortes e contusões.

Escolheram passar pelo menos um tempo para se recuperarem naquela sala, mas não sem imagina que se essa é somente a entrada da masmorra, o que os aguardaria no interior dela até o acesso ao segredo do Conselho Secreto dos Vales?

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Gerson_dos_Anjos

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